Na verdade o título desse texto era pra ser: “O que vocês querem?!”. Seria sobre o que as garotas “exigem” dos caras a ponto de descartá-los e ficarem com outras garotas. Mas isso se transformou em um abismo de reflexão sem fim. Algumas enquetes que fiz por MSN e e-mail ficaram demasiadamente confusas e os papos de bar não se concluiam antes o álcool fazer efeito, logo, ía todo o material intelectual rolando Augusta abaixo
Já um amigo, no mesmo clima e, aparentemente, ainda mais problemático com as mulheres, perguntou-me, numa enquete: Como eu avaliava a desconfiança generalizada da média das mulheres para com os homens? O medo, o pré- conceito, o julgamento precipitado e antecipado dos caras, antes mesmo de conhecer, por exemplo, num ponto de ônibus? (puxa).
Eu ainda não o respondi, estou tentando pensar como um maníaco.
Mas não era sobre isso que eu ía escrever…
O texto, na verdade, era para ser sobre a falta de tempo do “paulistano classe-média”. Aquela pessoa entre 25 e 35 anos, que ganha um salário médio, tem uma estatura média, é medianamente pretensioso, trabalha num tempo médio da sua vida e consome uma boa média do salário em álcool. Não é um revolucionário, nem um porco chovinista. Não tem opiniões fortes, tão pouco é um completo alienado. Não é um “bom-vivan” com uma vida espalhafatosa, mas também não é um católico prudente contador de moedas. É, por fim, o sujeito de vida morna. Mas como tudo que é morno tende a esfriar, acabou que essa minha idéia se congelou nesse parágrafo. Seria uma chatice sem limites discorrer sobre o produto do meio termo.
Ando trabalhando demais e bebendo pouco. Minha idéia ,na verdade, era escrever sobre “ A Lei Seca”.
Mas eu não dirijo e costumo tomar taxi depois que bebo. Ainda sou a favor do “Se beber, não dirija”. Mas não tomarei partido quanto à isso. Quase todos tem bons argumentos para defender ou criticar a lei, embora nada dos argumentos contra a lei correspondam aos fatos. De qualquer forma, como diria o sábio Woody Allen: “ Até um relógio quebrado tem razão, pelo menos duas vezes ao dia”.
Mas adiante, como não consigo escrever, escreverei sobre o que eu gostaria de escrever, ou até como diria os “gerundistas” (que se Deus quiser, morrerão todos no inferno descrito no velho testamento), escreverei sobre o que “vou estar escrevendo” (olha que frase linda… não é passado, nem presente, nem futuro, nem PORRA nenhuma, pura enrolação).
Mas estou enrolando, né? Preciso justificar o nome da minha coluna.
Em breve escreverei sobre a dura vida da pior classe sexual existente nesse início de século XXI: O Homem Heterossexual Sensível.
Esse sim tem uma vida do rock, no sentido mais rochoso da palavra. Só bebendo pra amaciar.
Numa época onde os meninos preferem os meninos, e as meninas preferem as meninas, ficamos chupando o dedo e/ou mordendo a quina da mesa.
Não é o fim do mundo, como profetiza a minha mãe…mas antes fosse.
Ser homossexual é infinitamente mais fácil, atualmente. Esse pessoal se vê na balada, se agarram e transam. Se conhecem no banheiro do restaurante, se agarram e transam. Se esbarram no metrô, se agarram e transam. Trocam olhares no corredor empresa ou na faculdade, se agarram e transam….e por aí vai. São todos muito bem resolvidos e diretos. O xaveco é curto, as intensões são claras. As exigências são menos loucas e as acões mais presente.
Agora NÓOOOOOS, os Homens Heterossexuais Sensíveis, quando encontramos uma garota (que gosta de garoto), é uma novela mal escrita, um jogo de RPG cheio de regras e sem fim até chegar no “se agarram e transam”.
Se ainda fossemos como os brutos, que já chegam puxando a mina pelo cabelo e cravando os dentes direto na nuca…mas não…nã,não. Temos que, antes de fazer isso (porque também fazemos), levá-las para jantar e falar sobre todas as nerdisses que gostamos, ser compreensívos caso não role nada e ainda esbarrar no perigo de sermos chamados de “legais” (naquele tom odioso) e assumirmos um futuro posto de “amigo gay”.
Na verdade, não pertenço mais a esta casta. Traí, literalmente, o movimento. Independente disso, sinto-me na obrigação de registrar os mal bocados que eles passam e para que as gerações futuras não repitam os mesmos erros.
Especificarei tudo no próximo texto, caso eu não mude completamente de idéia depois da próxima dose.
Mas é isso…
Confissão: ser paulistano economicamente ativo, também tem sido bem difícil, viu. Falo isso por todos que, nos últimos meses, não tem tido tempo pra nada. Veja eu, quase dois meses sem escrever aqui. Serei deserdado pelos cientistas, logo mais.
Desculpas a parte, e aí? Alguém sentiu minha ausência, ou ninguém teve tempo de ler esse blog?
BJS, ABRAÇOS E… MANTENHAM-SE CONECTADOS.



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